quarta-feira, fevereiro 05, 2014

pérolas aos porcos


Passamos a vida a produzir as nossas pérolas. Com muito afinco e esforço, vamos, lentamente, transformando aquilo que era um incômodo grão de areia em uma rotunda e brilhante pérola! Com o passar do tempo, completamos uma coleção delas.
Aí, dessas bolinhas, fazemos o que bem nos aprouver. E é aí onde mora o perigo!
Mesmo que produzamos um belo colar, um reluzente anel ou um lustroso par de brincos, convivemos com o risco de presentear nossos bens a um porco. Aí ficamos nós de cá sem nada e o leitão desfilando por aí com nossas preciosidades suspensas pelo pescoço! O que fazer nesses casos? Prender a respiração e reaver o que é nosso à força ou respirar fundo e começar do zero – mais complicado, mas certamente mais honroso.
Nossas pérolas podem – e devem – ser compartilhadas, mas apenas com aqueles que amamos, aqueles que nos fazem felizes e que as merecem.
Se o argumento sentimental não lhe toca o coração, pense no assunto como uma questão de administração de recursos. Deve-se analisar a relação custo/benefício da transação “perolística” antes de colocar as joias da família no prego ou no focinho do leitão.
Quem em sã consciência aplicaria tanto num investimento que não confere retorno algum? Há que se pesar. Em sendo o saldo positivo, muito que bem, mas no caso de detecção de atividade suína, alto lá!

Seja feliz sem medo, mas não atire pérolas a porcos.
(Augusto Paz)

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